O comércio varejista baiano iniciou o ano de 2026 sob um cenário de dualidade estatística. As vendas na Bahia registraram retração de 1,4% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, o pior resultado entre todos os estados do país no período. Apesar da queda mensal, o setor segue em trajetória positiva no médio prazo: as vendas cresceram 4,0% em relação a janeiro de 2025, marcando o décimo mês consecutivo de alta nessa comparação.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada nesta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Na comparação com o mês imediatamente anterior, as vendas do varejo baiano apresentaram a maior retração do país (-1,4%), em um índice inferior ao nacional (0,4%)”, afirmou o instituto.
O resultado interrompe a alta registrada no fim de 2025, quando o comércio havia avançado 1,7% entre novembro e dezembro, movimento tradicionalmente impulsionado pelas vendas de fim de ano. Em janeiro, 20 das 27 unidades da Federação registraram crescimento, com destaque para Pernambuco (5,5%), Rondônia (5,5%) e Amazonas (4,8%).
Mesmo com a queda mensal, o cenário muda quando a comparação é feita com o mesmo período do ano passado. “As vendas do varejo na Bahia seguiram em alta (4,0%), registrando o décimo aumento seguido nesta comparação com o mesmo mês do ano anterior”, destacou o IBGE. O desempenho também ficou acima da média nacional, que teve crescimento de 2,8%.
A alta nas vendas foi concentrada em metade das atividades pesquisadas. Conforme o levantamento, “o crescimento das vendas em janeiro, frente ao mesmo mês de 2025, foi concentrado em quatro dos oito segmentos do varejo baiano e puxado principalmente pelos supermercados”. O segmento de hipermercados e supermercados registrou crescimento de 4,4%, exercendo a maior influência positiva no resultado geral por concentrar o maior peso na estrutura do varejo. Outro destaque foi o setor de combustíveis e lubrificantes, que apresentou alta de 9,1%, a maior entre as atividades analisadas.
Por outro lado, algumas áreas tiveram retrações significativas. As vendas de tecidos, vestuário e calçados caíram 13,6%, acumulando oito meses consecutivos de queda, enquanto equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação recuaram 10,5%, após crescimento registrado em dezembro. No acumulado dos últimos 12 meses, o comércio varejista baiano mantém desempenho positivo, com alta de 3,0%, acima do resultado nacional (1,6%).
No chamado varejo ampliado, que inclui também veículos, material de construção e atacado de alimentos, o comportamento foi semelhante. Houve queda de 1,9% na comparação com dezembro, novamente a maior retração entre os estados. Ainda assim, frente a janeiro de 2025, o setor registrou crescimento de 1,8%.
Autoria: Trbn